sexta-feira, 2 de novembro de 2012
HCA -ficha formativa sobre a Pintura e cerâmica
http://www.leonelcunha.com/aulashca/documentos/mod1/9grecia_Pintura_Ceramica.pdf
http://www.leonelcunha.com/aulashca/documentos/mod1/ficha-atividade7.pdf
1. Explica a importância da cerâmica e da pintura gregas para fazermos uma
análise social e cultural dos períodos em estudo.
2. Refere duas funções dos vasos gregos.
3. A pintura da cerâmica grega pode dividir-se em três grupos:
- Figuras negras sobre o fundo vermelho;
- Figuras vermelhas sobre o fundo negro;
- Figuras vermelhas sobre o fundo branco.
Enquadra estes grupos nos estilos conhecidos da cerâmica e pintura grega.
4. Que outros estilos é comum referir quando falamos em cerâmica e pintura
grega?
5. Que funções desempenhava a pintura executada sobre as peças de
cerâmica?
6. Que fases podes referir, no que respeita ao estilo arcaico?
6.1. Refere as suas caraterísticas.
6.2. Como é que eram representadas as figuras neste estilo?
MÓDULO 4:UNIDADE 3: TRIUNFO DOS ESTADOS E DINÂMICAS ECONÓMICAS NOS SÉCULOS XVII E XVIII
CONTEXTUALIZAÇÃO
No século XVII a afirmação da grandeza do Estado e do poder
real tornou mais evidente a recessão económica que se abateu sobre a Europa. Procurando
ultrapassá-la, elaborou-se a primeira teoria económica consistente, que ficou
conhecida como mercantilismo.
No século XVII a afirmação da grandeza do Estado e do poder
real tornou mais evidente a recessão económica que se abateu sobre a Europa. Procurando
ultrapassá-la, elaborou-se a primeira teoria económica consistente, que ficou
conhecida como mercantilismo.
Partindo do principio que a riqueza de uma nação se media
pela quantidade de metal precioso arrecadado nos seus cofres, os mercantilistas
procuram obtê-lo através de um saldo
positivo da balança comercial, fomentando as exportações e reduzindo as
importações.
Esta política económica, altamente protecionista e
competitiva, contribuiu para agudizar as tensões entre os estados europeus, que
se envolveram numa negra série de conflitos pelo domínio das áreas coloniais e
das carreiras marítimas.
Destes conflitos sai vitoriosa a Inglaterra que, em meados
do século XVIII, se impõe como potência hegemónica. Senhora de um grande
império, plena de vigor económico e de espírito inovador, será ela a inaugurar
a era industrial, consolidando assim, por muito tempo, a sua superioridade
económica.
Integrado nesta Europa turbulenta, Portugal continua a ter
no comércio o seu principal sustento. Porém, também no nosso país se tomam
medidas concertadas de fomento industrial: primeiro, sob a orientação do conde
Ericeira, como forma de debelar a grave crise do final do século XVII; depois,
sob a mão forte do marquês de Pombal, empenhado em eliminar o enorme défice da
nossa balança comercial que, durante meio século, canalizou para a Inglaterra o
ouro que nos chegava do Brasil.
in linha concetual manual adotado
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
HCA- Regras de análise de uma pintura
1. Identificar a
pintura
-
Titulo
-
Tema (Religioso, mitológico, histórico, retrato, cena do quotidiano, paisagem, natureza morta, nu, etc.)
-
Técnica (aguarela, guache, pastel, fresco, têmpera, óleo…)
-
Suporte (papiro, pergaminho, papel, parede, madeira, tela, acrílico…)
-
Dimensões
-
Data/Local de Produção
-
Autor
-
Local de exposição
2. Identificar o contexto histórico em que a pintura foi produzida
(mentalidade, valores….)
3. Discriminar os
elementos representados e suas inter-relações:
-
Conteúdo (personagens principais e secundárias – suas atitudes, expressões, trajes e objectos;
paisagens e seus elementos, animais, edifícios; outros elementos)
-
Forma (planos, linhas estruturantes – horizontais, verticais, oblíquas, curvas;
perspectiva e
outras técnicas de profundidade; geometrização das figuras e do espaço
(composição); existência ou não de simetria e proporção; existência ou não de desenho prévio; predomínio da linha/desenho ou
da cor; cores dominantes
– quentes ou frias; zonas de luz e sombra; pincelada fluida, espessa,
contínua, entrecortada; estilo figurativo ou abstracto..)
4.
Interpretar/Descodificar a pintura
-Sentido
simbólico; relação entre a obra e o contexto histórico; intenção do autor
-
Corrente artística
5. Opinião pessoal
(sentimentos provocados pela obra/ razão de escolha)
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
John Lock e a fundamentação do Parlamentarismo
A fundamentação do parlamentarismo surgiu com Locke através, essencialmente, do segundo Tratado do Governo Civil. Considera-se que este foi um dos mais poderosos documentos contra a monarquia absoluta e a favor da subordinação do estado perante a população.
Segundo o filósofo os seres humanos são livres e iguais e só podem ser submetidos à autoridade do outro voluntariamente.
Segundo Locke, os homens "nascem livres, iguais e autónomos", pelo que só com o seu consentimento pode surgir um poder a que obedeçam, uma espécie de contrato entre os governados e os governantes. Os governados renunciam a alguns dos seus direitos naturais, comprometendo-se a acatar as decisões da maioria (leis); os governantes devem garantir o bem comum, a propriedade privada e a justiça.
Se o Estado não cumprisse as suas funções, ou
usasse de um poder arbitrário (absoluto), os governados tinham o direito de se
revoltar, pois o contrato social tinha-se quebrado.
Locke vai inspirar os filósofos iluministas e
os sistemas políticos implantados no século XVIII e XIX com as seguintes
ideias:
- Separação dos poderes do Estado
- Existência de um órgão legislativo representante da nação através da eleição de deputados (Parlamento)
- O chefe de governo nomeado pelo rei entre o partido maioritário em eleições
- O governo é responsável perante o parlamento.
domingo, 28 de outubro de 2012
A Europa dos parlamentos
A burguesia
da República das Províncias Unidas conseguiu a ascensão social através
do dinheiro. Com o passar do tempo, essa ascensão da burguesia de
negócios foi-se consolidando pela educação, pelo
casamento e
pela dedicação aos cargos do Estado: graças à descentralização
administrativa, eram os chefes das famílias
burguesas quem dominava os conselhos das cidades e das províncias,
formando uma elite governante. Desta forma, foram-se quebrando os princípios
da sociedade de ordens baseados nos privilégios
de nascimento. Salienta-se o caso da ascensão da família de Witt, a qual,
aplicando os lucros dos negócios na Companhia das Índias Orientais, conseguiu
preparar os seus filhos para o exercício de cargos na administração
da República e fez com que o seu descendente Jan de Witt
personificasse o domínio claro da burguesia ao assumir o
cargo de Grande Pensionário (uma espécie de Primeiro-Ministro).
O Tratado de Tordesilhas, de 1494,
havia ratificado o monopólio dos países ibéricos sobre os
mares e as terras – a doutrina do mare clausum –, restando
aos outros estados a opção de corso – a pirataria autorizada
pela autoridade de um país. Contudo, no século XVII, essa doutrina foi
fortemente contestada
pelos países
da Europa do Norte, em especial pela Holanda e pela Inglaterra. A defesa da
doutrina do mare liberum, por Hugo
Grotius, tornou-se uma forma de legitimar/validar as pretensões holandesas ao
comércio
internacional, uma vez que o século XVII foi uma época
de grande prosperidade para esta nação, e desencadeou uma longa polémica que
constituiu uma das bases do moderno Direito Internacional.
Em Inglaterra,
a luta histórica entre o povo – representado pelo Parlamento – e os
soberanos remontava à Idade Média (com a Magna Carta, primeiro
documento a proteger os Ingleses das arbitrariedades do poder régio); porém,
foi no século XVII que vingou o Parlamentarismo, por meio de
duas revoluções importantes:
- Instauração da República. Apesar de ter assinado a Petição
dos Direitos em 1628, que o forçava a respeitar a
vontade do povo de só poderem ser decretados impostos com o
consentimento popular e de não atentar contra os súbditos sem julgamento, Carlos I pagou
com a vida (1649) as suas tentações absolutistas. Foi então abolida a monarquia e instaurada
a República, chefiada por Cromwell. Este, sob o título de Lord
Protector, imporia um regime repressivo,
restaurando-se a monarquia somente depois
da sua morte (1658),
com Carlos II.
- Revolução Gloriosa. Ainda no século XVII, em 1688, a Revolução Gloriosa do rei Guilherme
de Orange contra Jaime II consagrou a vitória do regime parlamentar
sobre o poder autoritário. O novo soberano comprometeu-se
a respeitar a Declaração de Direitos (Bill of
Rights) de 1689, um texto fundamental da monarquia
inglesa, pois, ao contrário dos países de regime absolutista, estabelecia
limites ao poder régio e protegia os direitos dos súbditos.
Nos países
onde o poder absoluto dos monarcas foi limitado/abolido pela vontade
dos cidadãos, como as Províncias Unidas e a Inglaterra, o regime
parlamentar assumiu-se como defensor das liberdades políticas,
económicas e religiosas. O cidadão, protegido das arbitrariedades dos
governantes, substitui o súbdito, e os poderes do Estado – legislativo, executivo e judicial – foram
divididos por vários órgãos de poder.
O filósofo
inglês John Locke foi responsável pela justificação teórica do parlamentarismo, ao defender
que todos os homens se encontram naturalmente num “estado de perfeita liberdade” e num
“estado de igualdade” ao qual renunciam apenas em favor da coletividade,
quando se fazem representar pelos seus governantes: “só então,
nasce uma sociedade política ou civil”. Segundo
Locke, o “poder supremo do Estado” era o poder legislativo, exercido
pelo Parlamento. No entanto, Locke salientava que se esse poder fosse
exercido de forma autoritária/absoluta, ou prejudicando o bem comum,
os governados retomariam o direito à sua liberdade original,
podendo, portanto, depor os governantes. A teoria de Locke enquadra - se,por
um lado, na Revolução Gloriosa de 1688 e, por outro, no contexto social de ascensão da burguesia,
a qual apoiava o regime parlamentar, defensor da propriedade
privada, da ordem e da segurança.
Em síntese…
No modelo
absolutista o rei:
- detinha um poder sagrado, paternal, absoluto e submetido
apenas à Razão;
- concentrava em si todos os poderes do Estado;
- raramente convocava Cortes;
- usava a vida da Corte como palco de
uma encenação do poder de forma a controlar as ordens privilegiadas;
- entregava os cargos de chefia à nobreza e ao clero, mesmo que a
burguesia detivesse o poder económico.
No modelo
parlamentar:
- o poder encontra-se repartido entre o rei e o parlamento;
- o Parlamento ocupa o lugar central na estrutura governativa;
- a burguesia ocupa cargos importantes na
administração do Estado;
- os critérios sociais assentes no nascimento esbatem-se ou anulam-se.
A Revolução Puritana (1640) e a Revolução Gloriosa (1688) transformaram a Inglaterra do século XVII. Sobre o conjunto de suas realizações, pode-se dizer que:
A) determinaram o declínio da hegemonia inglesa no comércio marítimo, pois os conflitos internos provocaram forte redução da produção e exportação da manufatura
B) resultaram na vitória política dos projetos populares e radicais e dos agricultores, que defendiam o fim da monarquia e dos privilégios nobres.
C) envolveram conflitos religiosos que, juntamente com as disputas políticas e sociais, desembocaram na retomada do poder pelos católicos e em perseguições contra protestantes.
D) Criaram um Estado monárquico em que o poder real devia se submeter aos limites estabelecidos pela legislação e respeitar as decisões tomadas pelo Parlamento.
E) precederam as revoluções sociais que, nos dois séculos seguintes, abalaram França, Portugal e as colonias na América, provocando a ascensão política do proletariado industrial.
Resposta:
As duas revoluções que sacudiram a Inglaterra no século XVII levaram ao fim do regime absolutista, e abriram caminho, por parte do Estado inglês, para uma gradual assimilação dos princípios políticos do liberalismo consolidados na Monarquia Parlamentarista, inaugurada pela assinatura do Bill of Rights (1688).
Resposta: D
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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